O Brasil registrou um aumento expressivo nas demissões por justa causa nos últimos anos, situação que também afeta trabalhadores da segurança privada.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que 638,7 mil trabalhadores foram desligados nessa modalidade em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2004.
Em relação a 2019, antes da pandemia, o crescimento chega a quase 200%.
A justa causa passou a representar 2,6% de todos os contratos encerrados no país, o maior percentual já registrado.
Entre os setores com maior incidência estão hipermercados (10,7%), frigoríficos de aves (9,6%) e call centers (9%).
Na segurança privada, os vigilantes aparecem com 5,6% de demissões por justa causa, índice que também preocupa.
Prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a penalidade ocorre quando o trabalhador comete faltas consideradas graves.
Entre elas estão abandono de trabalho, faltas injustificadas, atrasos frequentes, indisciplina e comportamentos inadequados.
Nesse tipo de desligamento, o trabalhador perde direitos importantes como saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), multa de 40% sobre o fundo e seguro-desemprego.
O Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa reforça a importância de vigilantes estarem atentos às normas da profissão e às regras das empresas.
Sempre que houver dúvidas sobre advertências, suspensões ou demissões, o trabalhador deve buscar orientação junto ao sindicato, garantindo que seus direitos sejam respeitados.